Significados de termos antes de solicitar uma Tradução

Conheça os significados de alguns termos antes de solicitar uma tradução

Lauda, tradução juramentada, propinocracia, Mr. Trust… Esteja bem informado sobre as expressões mais comuns do mundo da tradução para solicitar a sua com mais segurança.

Muitas pessoas sofrem ao saber que precisam conversar com o gerente do banco, já pensando em todos os termos difíceis que ele vai usar e elas vão ficar sem entender. Outras pessoas, por sua vez, têm pânico do famoso “juridiquês”, que muitas vezes é empregado naturalmente por advogados, mas causa muita confusão para as pessoas “comuns”.

Isso sem falar de quando você precisa consultar um mecânico, que fala sobre peças que você nem sabia que existiam. E um laudo de um exame, então? Certamente você já abriu o resultado, viu palavras difíceis e achou que estava com uma doença muito séria, quando na verdade você apenas não entendeu que o resultado era “não tem nada errado”.

O fato é que toda profissão tem seus jargões e termos técnicos, que são usados naturalmente por quem está inserido nesse contexto todos os dias. Os clientes, porém, que só se aproximam desses universos esporadicamente, podem se sentir bastante perdidos com o vocabulário próprio de cada área. Isso não é diferente do que acontece no mundo da tradução.

Assim como os demais profissionais, os tradutores também têm uma linguagem própria, com termos que são específicos para as tarefas do seu dia a dia. Eles não fazem isso por mal, mas você pode se sentir perdido. Por isso, preparamos uma lista de palavras e significados referentes a esse universo, assim você vai se sentir muito mais seguro quando precisar solicitar uma tradução.

Lauda

“Lauda” é um termo que tem origem nos jornais, correspondendo a uma coluna impressa da publicação. Com a popularização do computador e dos jornais online, o termo perdeu seu significado original. Hoje, uma lauda corresponde a uma folha digitada por um tradutor, autor ou jornalista, e é uma das bases de cálculo para o custo da tradução.
Uma lauda de tradução literária costuma ter 2.100 caracteres (incluindo os espaços) e uma lauda de tradução juramentada tem 1.250 caracteres (com espaços). Usa-se a lauda como base para o cálculo porque ela neutraliza elementos como grandes espaços em branco, imagens e letras com tamanho grande, que apenas aumentariam o número de páginas, encarecendo a tradução, e não seriam efetivamente traduzidos.

Tradução Juramentada

É a tradução feita por um tradutor juramentado, também chamado de tradutor público, que foi aprovado em concurso e fez sua matrícula na junta comercial do estado onde reside. A tradução juramentada geralmente é feita para documentos oficiais, como certidão de nascimento, procuração ou diploma, quando exigida por órgãos e instituições oficiais.
A Justiça brasileira, por exemplo, não aceita documentos escritos em língua estrangeira. Assim, caso seja necessário apresentar um documento com origem fora do país, será necessário anexar a ele sua tradução juramentada.

Versão e Versão Juramentada

Embora seja bastante comum chamar todos os processos de correspondência entre língua original e língua de destino de “tradução”, existe uma diferente entre “tradução” e “versão”. Enquanto “tradução” consiste na passagem de textos escritos em língua estrangeira para o português, a versão é o processo contrário: ou seja, corresponde à conversão de um texto escrito em português para um idioma estrangeiro.
A versão também pode ser juramentada, desde que siga as mesmas regras da tradução juramentada, ou seja, deve ser feita por um tradutor aprovado em concurso e matriculado na junta comercial do estado onde reside.

Apostila

“Apostila”, termo que vem do francês “apostile”, é uma certificação conferida a traduções para que elas sejam reconhecidas nos 112 países signatários da Convenção de Haia. O Brasil passou a participar do acordo no que concerne à apostila em agosto de 2016.
Com essa certificação, não é mais necessário fazer a legalização dos documentos estrangeiros, um processo que envolvia a embaixada ou o consulado da origem do documento, quando a circulação dos papéis acontece entre países que aderiram à “Convenção da Apostila”.

“Propinocracia”

Este não é exatamente um termo técnico do universo da tradução, mas vale pela curiosidade. “Propinocracia” foi um termo cunhado pelos procuradores do Ministério Público Federal, na força-tarefa da Operação Lava Jato, para caracterizar um governo movido por propinas.
O neologismo foi um desafio para os veículos internacionais de comunicação, pois não havia uma palavra que correspondesse exatamente ao significado do termo criado pelo MPF. Apesar disso, a Forbes se saiu muito bem e traduziu “propinocracia” para o inglês como “bribe-ocracy”, uma junção das palavras “bribe” (“propina”) e “ocracy” (“cracia”).

Mr. Trust”

“Mr. Trust” também é uma expressão relacionada com o cenário político do Brasil: trata-se de um apelido atribuído ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. A expressão foi utilizada originalmente por uma ONG, a Transparência Internacional, ao empregar Eduardo Cunha como símbolo (negativo) da campanha internacional de combate à corrupção.
Além de significar “confiança”, “trust” corresponde também a uma fusão de várias organizações com o intuito de formar um monopólio e dominar um nicho de mercado, acabando com a livre concorrência. Nessa modalidade, o investidor é beneficiário dos ativos, mesmo não tendo controle direto sobre sua gestão – neste caso, a palavra pode ser escrita em português com a grafia “truste”.

De acordo com a ONG, Eduardo Cunha seria um símbolo da prática de “trust”, atribuindo a ele o apelido de “Mr. Trust” (ou “Senhor do Truste”) para fazer um trocadilho irônico com o deputado federal.

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