Saiba quais são os 7 erros de português mais comuns

Fique atento os erros de Português mais cometidos e evite reproduzi-los nas suas traduções, pois eles colocam sua credibilidade a perder

Por que, porque

Quem trabalha com textos e traduções está sujeito a cometer erros de Português, os quais chamam atenção negativamente e colocam em xeque a qualidade do seu trabalho.
A melhor forma de evitá-los é fazer uma boa revisão do seu texto antes de enviá-lo ao seu cliente. Além disso, conhecer os erros mais comuns é uma boa ajuda para que você fique mais atento e esteja sempre consciente sobre qual forma deverá adotar na sua escrita.
Conheça os erros de Português mais frequentes e saiba como evitá-los

1. Os porquês

O uso dos porquês sempre é motivo de dúvidas; afinal, trata-se de expressões muito parecidas que são utilizadas em ocasiões semelhantes, gerando bastante confusão na hora da escrita. A melhor forma de utilizar os porquês corretamente e evitar erros de Português é entendendo a natureza de cada um e verificar se eles podem ser substituídos por determinadas expressões.
“Porque”: trata-se de uma conjunção causal ou explicativa, ou seja, introduz uma oração que traz uma explicação ou uma causa para o fato exposto anteriormente.

Exemplos:

• Saí mais cedo de casa porque não queria me atrasar.
• As metas foram alcançadas porque todos trabalharam incessantemente.
Para verificar se o uso está correto, tente substituir a conjunção “porque” por “uma vez que” ou por “pois”. Se não der certo com nenhuma delas, provavelmente a escolha está equivocada.
“Por que”: trata-se da junção da preposição “por” com pronome interrogativo ou indefinido “que”. Na escola, aprendemos que essa expressão deve ser utilizada para fazer perguntas – essa informação geralmente é verdadeira; contudo, tenha em mente que ela também pode ser utilizada em frases afirmativas ou negativas.

Exemplos:

Por que você saiu mais cedo de casa?
• Saiba por que o grupo se saiu tão bem nas vendas de final de ano.
• Não sei por que ele ficou tão chateado.
A dica para verificar se o uso está correto é tentar substituir o “por que” por “por que motivo”. Se for possível, a escolha está correta.
“Porquê”: corresponde a um substantivo com significado de “o motivo” ou “a razão”, podendo inclusive ser substituído por esses termos. Essa expressão sempre deverá ser acompanhada por artigo, pronome, adjetivo ou número.

Exemplos:

• Não tem um porquê específico de ele estar chateado.
• Nunca vou saber o porquê de ela ter me dado este presente.
“Por quê”: deve ser utilizado quando vier antes de um ponto final, de interrogação ou exclamação e puder ser substituído por “por que motivo” ou “por que razão”. Alguns autores defendem que ele pode ser utilizado também antes de vírgula.

Exemplos:

Você não gosto do filme? Por quê?
O juiz tomou essa decisão e nós jamais vamos entender por quê.

2. Crase (acento grave)

O uso equivocado do acento grave (popularmente conhecido como “crase”) antes de verbos ou de substantivos másculos ou mesmo a sua ausência em ocasiões em que o acento deveria estar presente são erros bastante comuns.
O termo “crase” significa “fusão” e consiste no fenômeno que acontece quando duas vogais iguais se juntam, representado pelo acento grave. Em Português, ela é formada com a junção da preposição “a” com o artigo feminino definido “a”, resultado em “à”.
Para verificar se determinado “a” deve levar o acento, você pode fazer estes dois testes:
a) Troque o termo feminino por um termo masculino, respeitando o plural ou o singular. Se for necessário usar as formas “ao” ou “aos” para acompanhar o termo masculino, você deverá usar o acento grave.

Exemplos:

• Sem acento grave: Estou acessando a internet. / Estou acessando o documento.
• Com acento grave: A professora se referiu à aluna. / A professora se referiu ao aluno.
b) Tente trocar o “à” por uma preposição seguida pelo artigo “a”(“para a”, “na”, “pela”, “da” etc.). Se for possível, a crase deve existir.

Exemplos:

• Sem acento grave: Fui a São Paulo resolver algumas pendências. / Fui para São Paulo resolver algumas pendências.
• Com acento grave: O aluno entregou a homenagem à professora. / O aluno entregou a homenagem para a professora.

3. Onde

Alguns erros de Português muito comuns dizem respeito ao uso do termo “onde”, que se tornou uma “muleta” na comunicação e é empregada em diversas ocasiões que nada têm a ver com seu uso verdadeiro.
De acordo com a norma culta, a palavra “onde” só pode ser utilizada quando se referir a um lugar, podendo ser substituída por “lugar em que”. Se essa substituição não for possível, o termo “onde” não deverá ser utilizado.

Usos incorretos:

• Fez um discurso onde todos se emocionaram.
• A vitória ocorreu em 1994, onde Dunga era o capitão da Seleção Brasileira.
Usos corretos:
• Esta é a cidade onde eu nasci.
• Neil Armstrong pousou na Lua, onde fincou uma bandeira dos EUA.

4. Mesmo

“Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo se encontra neste andar”. Quando você se deparar com este aviso novamente, saiba que ele é um dos erros de Português mais comuns da atualidade.
De acordo com a gramática, o pronome demonstrativo “mesmo” não deve ser utilizado como pronome pessoal. Este é justamente o caso da frase sobre o elevador: ali, a palavra “mesmo” está sendo empregada como “ele” (“verifique se ele se encontra neste andar”) e, portanto, está errada.
Este erro acontece porque muitas pessoas pensam que os pronomes “ele” e “ela” são muito coloquiais e acabam utilizando “o mesmo” ou “a mesma” como forma de evitar a repetição do sujeito. Observe alguns usos corretos desse termo:


• Valor reforçativo: Eu mesmo vou terminar esta tarefa.
• Oração subordinada adverbial concessiva: Mesmo cuidando da alimentação, ele engordou 2 kg no feriado.
• Uso como advérbio e significado de “até”, “ainda”: O acordo será fechado hoje mesmo.

5. Trás x traz

As duas palavras estão corretas, mas cada uma é empregada em uma situação diferente. “Trás” é um advérbio de lugar e deve ser utilizado para indicar uma posição posterior, enquanto “traz” é uma das conjugações do verbo “trazer”.

Exemplos:

• As mãos devem ser colocadas para trás neste momento.
• Siga seu caminho sem olhar para trás.
• Aquele é o senhor que nos traz bolo todos os dias.
• O inverno traz algumas doenças respiratórias, como os resfriados.

6. Haver x a ver

Por soarem exatamente iguais, essas duas expressões são confundidas frequentemente na escrita, embora seus usos sejam completamente distintos. Enquanto “haver” é um verbo, “a ver” é uma expressão que significa “ter relação com alguma coisa”.
Ou seja, quando você quiser dizer que uma coisa combina ou não com outra, você deverá escolher a forma “a ver”.

Exemplos:

• Eles têm tudo a ver e formam um lindo casal!
• Esta blusa não tem nada a ver com a minha personalidade.

7. Anexo x em anexo

Este é um erro de Português bastante comum no ambiente de trabalho. Quando enviamos um arquivo por e-mail, devemos dizer que ele segue “anexo”, e não “em anexo”. Além disso, devemos nos lembrar de fazer a concordância adequada de gênero e número, pois “anexo” se trata de um adjetivo.

Exemplos:

• Os documentos seguem anexos.
• Estou enviando as notas fiscais anexas.
• Segue anexo o relatório.
• Ele se esqueceu de enviar a folha de pagamento anexa.

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