Os 10 erros mais comuns na língua portuguesa

Há quem diga que a língua portuguesa é a mais difícil do mundo, o que divide opiniões e cria polêmicas. Talvez pela arquitetura barroca dos verbos, talvez pela dificuldade em encontrar o gênero correto, a verdade é que, apesar de nenhum idioma ser complicado para o falante nativo, na hora da escrita, e mais ainda na hora da tradução, ocorrem erros tão comuns que são capazes de pegar pelo pé mesmo o mais experiente dos escritores, esteja ele produzindo um texto original ou realizando uma tradução. Pequenas armadilhas linguísticas, culpa do processo de unificação que ditou novas regras ortográficas, vícios de linguagem, quem sabe. Entre mitos e fatos, não custa nada conhecer e prestar atenção nos 10 erros mais comuns na língua portuguesa.

1.Seja isso ou aquilo

O termo precisa ser duplicado toda vez que for usado para exemplificar alguma coisa. Não pode ser utilizado sozinho ou ligado a outra conjugação (no caso o “ou”). Correto: “Seja hoje, seja amanhã, você terá que aprender”.

2.Mesmo como pronome pessoal

Apesar de poder ser usada de diversas formas, assim não pode – apenas como pronome demonstrativo, substantivo ou adjetivo. Correto: “Ao falar com o cliente, não espere que ele compreenda o seu atraso em entregar o trabalho”.

3.Adequa

Essa flexão do verbo “adequar”, apesar de muito usada, não é aceita pela norma culta da língua portuguesa – então pelo menos por enquanto ela “não é adequada” (correto) ao texto. Na dúvida use algum sinônimo.

4.”Ir de encontro a” e “ir ao encontro de”

Geram confusão de tão parecidas que são, mas têm significados opostos. “Ir ao encontro de” significa concordância, acordo, o postos de “ir ao encontro a”, que é colidir, bater, ir contra algo. Correto: “O texto foi de encontro à proposta do original” e “Os interesses vão ao encontro das ideias do cliente”.

5.”A longo prazo”
A preposição “a” neste caso não se aplica. Correto: “A estratégia gera resultados positivos em longo prazo”.

6.”Entrega a domicílio”
Mesmo caso, o correto é “entrega em domicílio”.

7.”Tu” e “você” juntos e misturados

Fácil, fácil encontrar textos onde os dois aparecem juntos e misturados, mas acaba saindo “briga”: escolha um e vá com ele até o fim. Se optar por “você”, não use variações de “tu”, como “teu, “te” – e o “você” é a forma mais usada no nosso português, então dê preferência ao pronome. Correto: “Pensando em começar a traduzir textos profissionalmente? Ajudamos você a encontrar os primeiros clientes” – e não “te ajudamos a encontrar”.

8.Usar “onde” sem ser referência a um lugar

Sempre que não houver referência a um lugar, opte por “no qual” ou “em que” e suas variações. Correto: “A empresa adota uma nova estratégia, em que o bem estar dos funcionários está em primeiro lugar” – e não “onde o bem estar dos funcionários”.

9.”Calabreza”

A terminação “esa” indica a origem, portanto “A pizza de calabresa estava deliciosa”. Além da nacionalidade, as terminações “isa”, “esa” e “ês” indicam também título de nobreza ou ocupação feminina, como francês, poetisa, burguesa, japonesa.

10.”Cabelereiro”, “prazeiroso”, “manerar”

É comum as pessoas se confundirem achando que tem “i” demais, mas a palavra é derivada de “cabeleira”, portanto o correto é “cabeleireiro”. Também há confusão com “prazeiroso” (cuja forma correta é “prazeroso”, que vem de “prazer”) e “manerar” (correto: “maneirar’, derivado de “maneira”)

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