10 termos mais utilizados na tradução juramentada

Você sabia que nenhum documento estrangeiro tem validade no Brasil se não for devidamente traduzido por um tradutor público nomeado pela Junta Comercial?

Documentos oficiais, como diplomas, históricos escolares, documentos de identidade, certidões de casamento e de nascimento, entre outros, emitidos em outros idiomas só passam a produzir efeitos jurídicos no Brasil se acompanhados da sua tradução oficial.

A tradução juramentada consiste em uma tradução realizada por tradutor concursado e habilitado, matriculado na Junta Comercial do Estado em que está domiciliado. Logo, não adianta chegar ao país e contratar um tradutor particular ou traduzir os documentos pessoalmente (no caso dos estrangeiros que dominam o idioma português): é preciso que se cumpra a determinação do Decreto Federal 13.609/43 que regulamenta a tradução juramentada e dá outras providências sobre o assunto.

Conheça agora os termos mais utilizados envolvendo a tradução juramentada:

1. Reconhecimento de firma

Esse é o processo pelo qual um Cartório de Notas ou Tabelião Público reconhece a assinatura do signatário do documento.

2. Autenticação de cópia

Nesse procedimento é extraída uma cópia do documento original. Basta levar ou extrair a cópia, apresentada juntamente com o original perante um Cartório de Notas ou um Tabelião Público para que seja certificado que aquela é uma cópia autêntica do documento original.

3. Notarização

Trata-se de um ato bem semelhante ao reconhecimento de firma no Brasil, em que é realizado o reconhecimento da assinatura em um documento por meio de uma certificação realizada por um Tabelião Público devidamente comissionado.

4. Confirmação de autenticidade

Nesse processo, o Cartório de Notas ou o Tabelião Público pode confirmar, por meio de uma página da internet correspondente à autoridade emissora, a autenticidade do documento digital por meio de um código de verificação que fica vinculado ao documento. É também conhecido como confirmação de código de veracidade ou autenticidade.

5. Legalização

Trata-se do reconhecimento feito pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. É realizado por meio de assinatura documental do tradutor público, autoridade ou até mesmo de um oficial de cartório.

6. Consularização

Esse reconhecimento é feito por uma autoridade diplomática, brasileira ou estrangeira, que esteja servindo em missão no país em qual está localizado ou tenha sido emitido um documento, a fim de que esse passe a ter valor e eficácia. Também é conhecido como legalização consular.

7. Versão

Trata-se da tradução de um documento escrito na língua portuguesa para qualquer outro idioma.

8. Tradução

Consiste no processo de traduzir um texto ou documento redigido em qualquer idioma estrangeiro para a língua portuguesa.

9. Nomeação ad hoc

Trata-se da nomeação de tradutores não concursados para os casos em que não houver tradutores públicos credenciados disponíveis. Por exemplo: digamos que alguém precise de uma tradução de um documento em urdu ou em hebraico antigo e não se encontre nenhum tradutor público disponível no país – nesse caso, é autorizado por via legal, a nomeação de um tradutor, que pode ser autorizado ou indicado pela Junta Comercial do Estado ou por uma representação diplomática do país em que o documento foi emitido.

10. Lauda

Unidade em que se baseia o critério de menção da tradução, que não precisa, necessariamente, corresponder a uma página completamente preenchida. A tradução pública precisa preservar a sua fidelidade em relação ao teor do documento original, mas possui apresentação própria.

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